Confira matéria da Palephox no Guia da Cerveja

Confira matéria da Palephox no Guia da Cerveja

Lidar com o tratamento dos efluentes é um dos desafios que se impõem para a indústria cervejeira. Cumprir o propósito de fazê-lo sob o conceito de sustentabilidade e a partir de uma nova tecnologia é o que promete a Palephox Technology com o seu sistema compacto de tratamento de efluentes por filtros microbiológicos e físico químicos, lançado durante o Festival Brasileiro da Cerveja, realizado no mês de março, em Blumenau (SC).

A Palephox enxerga diferentes benefícios em seu sistema. Um deles é o fato de ser compacto, não precisando de inserções químicas e manipulações durante o processo de tratamento. “O diferencial é que todas as etapas do processo são feitas em um único tanque. E isso não gera lodo”, afirma Carla Brenner, diretora da Palephox, em entrevista ao Guia da Cerveja.

Além disso, a Palephox explica que o sistema é projetado para se adequar ao volume de efluentes gerado de acordo com a produção de cerveja da unidade industrial, o que provoca uma economia de espaço. “Podemos utilizar os tanques da cervejaria, fazendo módulos com medidas adequadas. Os tanques também podem ser acoplados, economizando espaço”, diz Carla.

Com a formulação de microrganismos ativos imobilizados dentro do filtro e a aplicação de produtos na entrada do sistema de tubulações que dão acesso ao reator de tratamento, a produção fica livre dos odores resultantes da fabricação da cerveja ao degradar moléculas de gases e ainda previne obstruções no percurso do encanamento, segundo a Palephox.

“A carga orgânica e o material suspenso ficam retidos no sistema de filtro, onde uma mistura de microorganismos faz o tratamento do efluente e a redução do lodo, quebrando as moléculas até transformá-las em CO2 e água. Essa é a mágica do sistema”, acrescenta Carla.

Também há uma avaliação de que o processo é mais rápido do que o usual, pela redução no número de etapas do tratamento dos efluentes advindos da produção da cerveja. “A maioria dos sistemas de efluentes precisa passar por várias etapas, sendo uma delas a geração de lodo, quando é adicionado uma carga química para se adensá-lo, podendo ser flotado ou decantado e ser separado do efluente. No nosso sistema, isso se faz através de um único tanque, sem a necessidade de adições químicas”, aponta a diretora da Palephox.

Além disso, o custo do tratamento é reduzido e ainda há a possibilidade de reuso da água nos jardins, na limpeza da fábrica ou do descarte dos efluentes em corpos hídricos ou no sistema de esgoto dos municípios. A empresa gaúcha, assim, promete unir inovação, tecnologia e preocupação ambiental.

“É um tratamento mais barato do que o convencional porque não se usa as cargas químicas usadas no sistema tradicional. Há apenas uma reposição de pastilhas contendo substâncias reguladoras de pH e microorganismos dessa pastilha. O sistema é automatizado e avisa no painel quando é necessária a troca e reposição da pastilha, produzida pela empresa, com nossa patente”, conclui Carla.

Fonte: Guia da Cerveja